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Quinta, 30 Abril 2009 17:03

A Química na Investigação Criminal
impressaodigitalAté agora, as impressões digitais têm sido detectadas através do tradicional método de espalhar pó de alumínio por cima da superfície a analisar. A técnica continua até a ser reproduzida em muitos filmes e séries policiais e de investigação criminal, mas, desta vez, a Universidade de Loughborough, da Inglaterra, antecipou-se à ficção e descobriu uma nova fórmula, mais eficaz, para detectar impressões digitais.



O velho método de espalhar o pó de alumínio com um pincel, que revela a impressão digital, tem o defeito de apenas resultar em algumas superfícies, como cristais, metais ou madeira polida. De acordo com o último Boletim Química e Sociedade, a ciência química, num mero acaso feliz, descobriu uma nova solução para os investigadores.

Uma equipa da Universidade de Loughborough (Reino Unido), ao investigar a polimerização do dinitreto de enxofre (S2N2), reparou, por acaso, que as impressões digitais expostas ao vapor deste composto químico escureciam e que isto acontecia em praticamente todas as superfícies, incluindo plásticos e algodão.

O escurecimento das impressões digitais expostas a vapores de dinitreto de enxofre explica-se devido à formação espontânea de uma capa de polímero (SN)x sobre as impressões, o que as torna nítidas. O vapor de dinitreto de enxofre permite visualizar os resíduos normalmente indetectáveis, como são as impressões digitais, fruto de um mínimo contacto dos dedos com qualquer outra superfície.

Esta descoberta ocasional pode vir a ser extremamente útil para a ciência forense, já que o método tradicional era limitado, por apenas funcionar em algumas superfícies. E assim a química dá mais um contributo para resolver muitos mistérios criminais.

argaiv1089



Boletín Química e Sociedade